Ações da Oi invertem sinal e recuam 6% com realização e foco em oferta por TIM

martes 9 de septiembre de 2014 15:06 GYT
 

SÃO PAULO, 9 Set (Reuters) - As ações da Oi reverteram o avanço da primeira etapa da sessão e recuavam com força nesta tarde na bolsa brasileira, liderando as perdas do Ibovespa, em meio a um movimento de realização de lucro e especulações sobre o valor de uma possível oferta pela TIM Participações.

No início do pregão, o papel preferencial da Oi chegou a avançar 5 por cento, a 1,59 real, na máxima do dia, repercutindo a aprovação em assembleia geral dos acionistas da Portugal Telecom <PTC.LS) da fusão entre as duas operadores.

O aval dos acionistas da operadora portuguesa afastou incertezas sobre a operação após o calote de um polêmico investimento da Portugal Telecom em dívida da Rioforte, holding do Grupo Espírito Santo.

Contudo, o papel mudou de direção e às 15h37 operava na mínima da sessão, com recuo de 6,29 por cento, a 1,49 real. Os papéis ordinários (ON), que não fazem parte do Ibovespa, perdiam 4,88 por cento.

Agentes no mercado citavam realização de lucros, com muitos investidores já tendo antecipado tal decisão. A ação preferencial acumulava até o pregão da segunda-feira um ganho de 9,7 por cento apenas em setembro, enquanto o papel ON contabilizava ganho de 10 por cento no mesmo período.

Os profissionais também citaram notícia publicada pela agência Bloomberg News sobre a Telecom Italia ter avaliado sua fatia na TIM Participações em pelo menos 13 bilhões de euros.

A Oi revelou em agosto planos de comprar a TIM, controlada pela Telecom Italia, afirmando que pretendia trazer a América Móvil e a espanhola Telefónica, dona da Vivo , para uma oferta conjunta.

Na véspera, a América Móvil, dona da Claro no Brasil, admitiu que planeja conversar com a Oi sobre uma eventual oferta conjunta de compra da TIM Participações.

"O valor (de 13 bilhões de euros) é bem superior ao que o mercado especulava pela TIM, o que torna o esforço financeiro da Oi bem maior, o que é muito complicado dada a enorme alavancagem atual da empresa", disse o gestor de uma administradora no Rio de Janeiro.   Continuación...