BTG Pactual e Credit Suisse cortam preço-alvo de Marcopolo após balanço do 2ºtri

martes 12 de agosto de 2014 14:24 GYT
 

SÃO PAULO, 12 Ago (Reuters) - Analistas do BTG Pactual e do Credit Suisse revisaram para baixo estimativas de lucro da Marcopolo e cortaram o preço-alvo das ações nesta terça-feira, um dia após a companhia divulgar queda de 32,3 por cento no lucro líquido do segundo trimestre e reduzir projeção de desempenho para o ano.

A maior fabricante de ônibus no país reportou lucro líquido de 50,2 milhões de reais entre abril e junho, equanto a receita líquida caiu 17,1 por cento, para 824,5 milhões de reais. Para os números consolidados de 2014, reduziu em 400 milhões de reais sua previsão para receita e cortou os investimentos previstos de 160 milhões para 130 milhões de reais.

Às 15h19, as ações preferenciais da Marcopolo exibiam estabilidade, a 3,84 reais. No mesmo horário, o Ibovespa recuava 0,24 por cento.

A equipe liderada pelo analista Renato Mimica do BTG Pactual destacou que o resultado do segundo trimestre ficou abaixo das suas previsões e chamou a atenção para fato da companhia ter sofrido novamente com um mercado doméstico mais díficil e com vendas no mercado internacional descelerando frente a trimestres passados.

O banco reduziu sua projeção de lucro líquido para a Marcopolo em 23 por cento para 2014, para 251 milhões de reais, e em 18 por cento para 2015, para 334 milhões de reais. Também cortou preço-alvo para 4,50 reais ante 6,50 anteriormente, e reiterou recomendação "neutra", citando incertezas persistentes sobre o cenário de investimentos.

Entre tais incertezas, o BTG listou: dúvidas sobre o novo marco regulatório das linhas interestaduais no Brasil, pendência de financiamento do governo federal para o programa Caminhos da Escola; risco no cenário macroeconômico no Brasil; e um cenário mais difícil em alguns mercados estrangeiros.

O Credit Suisse também cortou o preço-alvo de Marcopolo para 4,50 reais, ante 5 reais anteriormente, enquanto reduziu as estimativas de lucro em 25 por cento para 2014 (para 227,9 milhões de reais) e em 11 por cento para 2015 (para 293,4 milhões de reais).

"Mesmo tendo em conta o potencial de melhorias operacionais nos próximos 18 meses, os resultados mais fracos observados no primeiro semestre de 2014 nos levam a uma posição relativamente mais cautelosa sobre a melhoria a ser vista", escreveram os analistas Bruno Savaris e Felipe Vinagre, em relatório a clientes. (Por Paula Arend Laier, edição Alberto Alerigi Jr.)