Acções EDP sobem mais 3 pct, com expectativa redução dívida no 4to tri

viernes 31 de octubre de 2014 10:50 GYT
 

LISBOA, 31 Out (Reuters) - As acções da EDP-Energias de Portugal subiram 3,4 pct para o máximo diário, apesar da pressão operacional nas unidades do Brasil e de renováveis nos nove meses de 2014, com os investidores animados com a expectativa de que a 'utility' reduzirá o endividamento até ao fim do ano, segundo dealers.

Negociaram-se mais de três milhões de acções da EDP a ganharem 3,18 pct para 3,437 euros, ap~ós terem tocado os 3,446 euros. O índice PSI20 ganha apenas 1,8 pct.

Hoje, em declarações ao Diário Económico, o Chief Executive Officer (CEO) da EDP, António Mexia, afirmou que, para contrariar o aumento de endividamento, conta, até Dezembro, com o encaixe da venda de participações minoritárias em parques eólicos em França e nos EUA, já concretizadas mas não recebidas, bem como a titularização do défice tarifário espanhol.

"A EDP está a subir porque, apesar dos resultados dos nove meses terem ficado em linha com as expectativas, as declarações do CEO acerca da redução da dívida acabam por dar algum ânimo aos investidores. Para além disso, o mercado também está animado hoje ", disse Gualter Pacheco, dealer da GoBulling no Porto.

"O mercado olha com agrado para estas declarações", disse.

A dívida líquida da EDP subiu para 17.500 ME no final de Setembro, de 17.100 ME no final de 2013, sofrendo com um impacto cambial desfavorável de 300 ME, e um impacto negativo em 1.300 ME da rubrica 'funds from operations' (FFO) e investimento em manutenção.

O rácio de dívida líquida ajustada sobre EBITDA aumentou para 4,1 vezes, de 4 vezes antes.

A EDP-Energias de Portugal continuou com a performance pressionada pela redução da contribuição das unidades do Brasil e EDP Renováveis nos nove meses de 2014, sem ser contrabalançada pelas actividades liberalizadas, cuja evolução foi melhor do que o previsto, segundo analistas.

A EDP anunciou ontem que o seu lucro deslizou um pct para 786 milhões de euros (ME) nos primeiros nove meses de 2014, melhor do que o esperado, apesar do impacto negativo da pressão cambial e seca no Brasil, e do corte de incentivos às renováveis em Espanha.

O EBITDA, que consiste nos lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortizações, recuou 3 pct para 2.715 ME. A média de uma poll Reuters apontava para lucro de 770,2 ME, e EBITDA de 2.698 ME. (Por Sérgio Gonçalves; Editado por Daniel Alvarenga)