Empresas de alimentos do Brasil impulsionam medição de emissões na agropecuária

jueves 29 de mayo de 2014 17:26 GYT
 

Por Marcelo Teixeira

SÃO PAULO, 29 Mai (Reuters) - Grandes empresas brasileiras de alimentos se aliaram a organizações que atuam contra o aquecimento global para desenvolver melhores ferramentas de medição de emissões de gases de efeito estufa (GGE), de olho em eventuais restrições comerciais baseadas na questão ambiental.

A líder global em processamento de carne bovina JBS , a trading de grãos AMaggi, a processadora global de proteína animal Marfrig e o braço local da gigante de alimentos Bunge participam do programa, que desenvolveu um novo protocolo para medir emissões de GGE no setor agropecuário.

Além de melhorar a medição das suas emissões, essas companhias buscam estender a prática para suas cadeias de fornecimento. O objetivo é assegurar a investidores e compradores de alimentos estrangeiros que as companhias estão buscando produzir de forma sustentável, disseram participantes do programa.

"Esta iniciativa é extremamente importante para identificar as emissões e reduções de emissões relacionadas à cadeia de fornecimento, visto que a JBS possui um cadastro de mais de 60 mil fornecedores de gado distribuídos em diferentes biomas brasileiros", afirmou o diretor de Sustentabilidade da JBS, Marcio Nappo.

A ONG norte-americana World Resources Institute (WRI) coordenou os trabalhos para criar um novo método de medição, chamado de GHG Protocol para a Agricultura, apresentado em um seminário nesta quinta-feira em São Paulo.

"Para o Brasil, é fundamental ter essa ferramenta", disse a diretora de Sustentabilidade do grupo AMaggi, Juliana Lopes.

"Nós temos 3.500 produtores associados em nossa cadeia de suprimento. Nós queremos estabelecer um programa de gestão do carbono em toda a cadeia".

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