Governo Portugal não interfere processo fusão PT e Oi, cabe empresas-PM

viernes 10 de octubre de 2014 08:02 GYT
 

Por Sergio Goncalves

LISBOA, 10 Out (Reuters) - O Governo português de centro-direita não vai interferir no processo de fusão entre a brasileira Oi e a Portugal Telecom (PT), que é uma estrita questão entre empresas privadas, disse o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Os analistas têm alertado que as incertezas sobre a concretização da fusão das duas telecoms aumentaram após a recente saída do Chief Executive Officer (CEO) da Oi, Zeinal Bava, que era considerado o arquitecto desta concentração.

Contudo, ontem, o CEO interino da Oi, Bayard Gontijo, afirmou à Reuters que a fusão da Oi com a PT não será desfeita e, referindo-se aos activos da PT, disse: "pode ser que, para viabilizar essa consolidação, tenhamos que passar por venda de ativos da Oi e dos ativos que vieram junto".

No debate parlamentar, após lembrar que foi um Governo socialista que decidiu a fusão da PT com a Oi, o primeiro-ministro frisou que "o Estado não é accionista da PT, o Estado não detém uma 'golden-share', o Estado não intervém neste processo".

"O senhor deputado gostaria que o Estado voltasse a ter uma 'golden-share' na PT, que voltasse a interferir nas decisões da empresa e voltasse, como foi feito no passado, a destruir valor para aquela empresa?", disse Passos Coelho ao líder da bancada socialista.

"Este Governo não fez isso e não vai fazer isso", referiu.

Adiantou que "o Governo não tem nenhuma intervenção nesse processo, como não tem noutras empresas, e não se pode querer responsabilizar o Governo pelas decisões que as empresas privadas tomam".

O Estado português deixou de ter uma 'golden-share' na PT em Julho de 2011, uma das exigências da 'troika' do resgate do país e que foi executada no mandato do actual Governo de centro-direita.   Continuación...