Portugal Telecom aprofunda quedas apesar proibição 'shortselling', segue trajectória Oi

martes 21 de octubre de 2014 04:57 GYT
 

LISBOA, 21 Out (Reuters) - Os títulos da Portugal Telecom (PT) afundaram 13 pct apesar da reguladora de mercado CMVM ter decretado a proibição de vendas a descoberto, arrastados pela queda de 7 pct da brasileira Oi e com o adensar do sentimento negativo sobre o seu 'outlook', segundo operadores.

"A CMVM impôs a proibição mas o título continua a cair. Os motivos da queda de ontem permanecem válidos: o tribunal do Luxemburgo não ter aceite a protecção de credores da Rioforte e os investidores a acreditar que isto diminui o valor que a empresa poderá vir a receber", disse Albino Oliveira, analista da Fincor.

"Além disso, a Oi continua a cair e a PT, hoje em dia, reflecte essencialmente a Oi", acrescentou.

Os títulos da Oi, com quem a PT está em pleno processo de fusão, fecharam a perder 7 pct na sessão anterior.

A cotada PT SGPS não tem directamente quaisquer negócios de telecomunicações do grupo em Portugal pois estes são detidos pela PT Portugal.

A PT SGPS detém apenas uma participação de 25,6 pct na Oi e os 900 ME de dívida da Rioforte, a quem o Tribunal do Comércio do Luxemburgo negou a protecção contra credores e está em liquidação de património.

A PT tocou um mínimo 'intraday' nos 0,952 euros mas recuperou com o índice nacional, seguindo a perder 4 pct, nos 1,05 euros. O PSI20 avança 1,3 pct.

"As quedas constantes dos títulos trazem ainda mais sentimento negativo só por si", disse Albino Oliveira.

"Uma estabilizaçãoo da Oi poderia mudar o cenário. A cotação das duas empresas estão relacionadas", acrescentou.

João de Deus, operador da Dif Broker, referiu que as quedas de hoje da PT "são a continução da volatilidade do título associada à Oi".

"Julgo que a questão da Rioforte já descontou. A questão é o que vai acontecer a seguir", vincou. (Por Daniel Alvarenga; Editado por Patrícia Vicente Rua)