RPT-CMVM prolonga proibição vendas descoberto acções PT até 23 outubro

miércoles 22 de octubre de 2014 02:58 GYT
 

(Repete notícia divulgada ontem ao início da noite)

LISBOA, 22 Out (Reuters) - A Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) prolongou por dois dias, até 23 de outubro inclusivé, a proibição de vendas a descoberto com acções da PT , depois de nova queda da cotação hoje, anunciou o regulador.

Os títulos da Portugal Telecom (PT) voltaram a afundar hoje, apesar da CMVM ter proibido o 'short selling' durante toda a sessão.

Em comunicado, a CMVM referiu que esta decisão foi tomada "considerando que a diminuição do preço das ações, em relação ao preço de fecho do dia de negociação imediatamente anterior, é de 8,15 pct".

"Considerando que a flutuação do preço das ações em causa não pode excluir a ocorrência de um fenómeno de especulação com impacto negativo, a CMVM decide: a extensão, por um período adicional de dois dias de negociação, da proibição das vendas a descoberto das ações representativas do capital social da PT", referiu o regulador em comunicado.

Esta proibição estende-se, assim, até às 23h59m de 23 de outubro.

A cotada PT não tem directamente quaisquer negócios de telecomunicações do grupo em Portugal pois estes são detidos pela PT Portugal.

A PT detém apenas uma participação de 25,6 pct na Oi e os 900 ME de dívida da falida Rioforte, a quem o Tribunal do Comércio do Luxemburgo negou a protecção contra credores e está em liquidação de património.

A KeplerChevreaux cortou hoje o preço alvo da PT para 1 euro por acção, de 1,6 euros antes, alertando que a empresa não deverá recuperar grande parte daquela dívida de 900 milhões comprada à Rioforte, holding da família Espírito Santo.

A nota desta casa de investimento é a última de uma série de perspectivas negativas de vários analistas publicadas nos últimos dias que têm colocado grande pressão sobre os títulos.

As acções da PT afundaram 24 pct nas últimas três sessões após, na sexta-feira, um tribunal no Luxemburgo não ter aceite o pedido de protecção de credores da insolvente Rioforte. (Por Sérgio Gonçalves)