for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up
Brazil

Com aval de NY, tom positivo domina Ibovespa 1º pregão de setembro

SÃO PAULO (Reuters) - O tom positivo prevalecia na bolsa paulista nesta terça-feira, respaldado por Wall Street, com forte noticiário corporativo e anúncios sobre a reforma administrativa e auxílio emergencial, mas também dados mostrando ainda a forte contração do PIB brasileiro no segundo trimestre.

Um homem olha, em um terminal no computador, as oscilações do Ibovespa em São Paulo. 10/09/2015. REUTERS/Paulo Whitaker.

Às 12:09, o Ibovespa subia 2,24 %, a 101.598,78 pontos. O volume financeiro era de 10,2 bilhões de reais.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou que o texto da reforma administrativa finalmente será enviado ao Congresso na próxima quinta-feira e ainda disse que o auxílio emergencial por causa da pandemia de coronavírus será de 300 reais mensais até o final do ano.

Em relatório com as recomendações de ações para o mês, o BTG Pactual afirmou que se o governo e o Congresso avançarem com a agenda de reformas e indicarem vontade de trabalhar na consolidação fiscal, o Ibovespa pode retomar a trajetória de alta.

As declarações de Bolsonaro foram feitas no mesmo dia em que o IBGE divulgou que a economia sofreu contração recorde no segundo trimestre ao despencar 9,7% sobre os três meses anteriores, com perdas históricas na indústria e no setor de serviços devido ao auge da crise da Covid-19.

A equipe da Elite Investimentos destacou notícias positivas vindas do exterior, em especial o PMI do Caixin/Markit da China, que superou as expectativas em agosto, e um maior otimismo vindo da Alemanha.

Em Wall Street, o Nasdaq Composite e o S&P 500 renovaram máximas intradia com ajuda das ações da Apple, além de números do setor manufatureiro dos Estados Unidos que adicionaram otimismo sobre a recuperação econômica após a pandemia de Covid-19.

DESTAQUES

- GOL PN tinha elevação de 5,37%, após divulgar que cumpriu na véspera suas obrigações de pagamento do ‘Term Loan B’ contratado em agosto de 2015, no valor de 300 milhões de dólares, além de juros acruados.

- LOJAS RENNER ON subia 4,03%, após um efeito fiscal extraordinário garantir o lucro da varejista de vestuário no segundo trimestre, compensando contabilmente os efeitos da pandemia de Covid-19, que derrubaram suas vendas.

- CVC BRASIL ON valorizava-se 3,11%, tendo de pano de fundo seu balanço de 2019, atrasada em razão de ajustes após descoberta de distorções contábeis, bem como estimativas dos efeitos da pandemia em resultados de 2020.

- BRASKEM PNA mostrava acréscimo de 0,23%. A petroquímica disse que tomou conhecimento de ação coletiva nos EUA relacionada a evento geológico de Alagoase e que contratou escritório norte-americano para representá-la.

- BRADESCO PN avançava 1,88%, em sessão positiva para bancos e tendo no radar acordo com o JPMorgan para serviços de private banking. ITAÚ UNIBANCO PN valorizava-se 2,68%.

- PETROBRAS PN apurava elevação de 3,43%, endossada pela alta dos preços do petróleo no mercado externo.

- VALE ON subia 2,93%, com o minério de ferro também fechando em alta na China.

- MARFRIG ON caía 2,3%, com o setor de proteínas do Ibovespa como um todo em baixa, em meio à queda do dólar em relação ao real.

- LINX ON, que não está no Ibovespa, subia 3,26%, após ajustes no acordo envolvendo proposta vinculante da StoneCo pela fabricante de softwares de gestão. Nos Estados Unidos, STONECO avançava 3,67%.

for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up