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Brazil

Ibovespa cai mais de 2% com temor de novo lockdown; Gol e Azul lideram perdas

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa recuava mais de 2% nesta segunda-feira, contaminado pela onda de aversão a risco no exterior em meio a preocupações com o risco de novos ‘lockdowns’ por causa do aumento de casos de coronavírus, enquanto CSN era destaque no noticiário corporativo após autorizar IPO de sua unidade de mineração.

03/04/2019 REUTERS/Amanda Perobelli

Às 11:49, o Ibovespa caía 2,36 %, a 95.972,79 pontos. O volume financeiro era de 11,77 bilhões de reais, em sessão também marcada pelo vencimento de opções sobre ações.

Em Wall Street, a semana começava em queda com receios relacionados à pandemia de Covid-19 e à incapacidade do Congresso norte-americano de concordar com mais estímulos fiscais aumentando temores sobre outro golpe para a economia dos Estados Unidos. O S&P 500 caía 2,6%.

“O sentimento do mercado ainda está moderado, após a decepção com o BCE e o Federal Reserve. O foco agora está de volta ao Congresso dos Estados Unidos, onde continua a espera por outro pacote de ajuda econômica expressiva”, observou o analista de mercados Milan Cutkovic, da AxiCorp.

Ao mesmo tempo, ele destaca que a pandemia voltou ao foco devido ao forte aumento de novos casos de Covid-19 na Europa. “Este é de fato o maior temor dos investidores no momento, já que outra paralisação econômica atrasaria significativamente a recuperação e afetaria a confiança dos consumidores e empresas.”

DESTAQUES

- CSN ON tinha decréscimo de 1,4%, sucumbindo ao viés negativo no mercado como um todo, após subir mais de 5% no começo da sessão na esteira de projeções para Ebitda e dívida, bem como de anúncio de que seu conselho de administração autorizou a companhia a tomar as medidas necessárias para realizar uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) de sua unidade de mineração. No setor de siderurgia e mineração, VALE ON caía 3,39%, GERDAU PN cedia 2,05% e USIMINAS PNA recuava 3,01%.

- PETROBRAS PN e PETROBRAS ON caíam 3,05% e 3,14%, acompanhando a queda dos preços do petróleo no exterior, onde o Brent recuava 3,99%.

- ITAÚ UNIBANCO PN mostrava declínio de 1,21% e BRADESCO PN perdia 1,74%, afetados pela aversão a risco generalizada. Ações de bancos na Europa também sofriam nesta sessão após reportagens afirmando algumas instituições movimentaram grandes somas de fundos supostamente ilícitos ao longo de quase duas décadas, apesar dos sinais sobre a origem do dinheiro.

- GOL PN e AZUL PN mostravam recuos de 5,92% e 5,64%, respectivamente, após alguma recuperação em setembro, em meio aos temores de novas medidas de restrição de circulação, que afetaram fortemente o setor, assim como CVC ON, também entre os destaques de baixa, caindo 5,61%.

- IRB BRASIL RE ON perdia 4,27%, renovando mínimas históricas, após uma série de adversidades desde o começo do ano envolvendo irregularidades contábeis que levaram a uma forte revisão de resultados, além de perspectivas negativas para a companhia.

- SULAMERICA UNIT tinha acréscimo de 0,23%, entre as poucas altas da sessão. O JPMorgan elevou a recomendação dos papéis para compra, com preço-alvo de 54 reais.

- CURY ON caía 2,03%, em sua estreia na B3, após precificar IPO na última quinta-feira a 9,35 reais por ação, abaixo da faixa estimada, em operação que movimentou quase 1 bilhão de reais.

- VULCABRAS ON subia 2,47%, após acordo com a Alpargatas para a compra da unidade de negócio relativa à operação da marca ‘Mizuno’ no Brasil, pela qual pagará 32,5 milhões de reais. ALPARGATAS PN caía 3,11%.

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