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Piñera admite abusos de forças de segurança do Chile e diz que "não haverá impunidade"

SANTIAGO (Reuters) - O presidente do Chile, Sebastián Piñera, prometeu no domingo que “não haverá impunidade” para os agentes de segurança que usaram força excessiva e violaram os direitos de manifestantes durante semanas de protestos contra as políticas econômicas e a injustiça social, que deixaram mais de 20 mortos.

Agentes das forças de segurança agridem manifestante durante protestos contra o governo do Chile em Santiago 16/11/2019 REUTERS/Goran Tomasevic

Procuradores públicos estão investigando mais de 1 mil casos de supostos abusos, que vão da tortura à violência sexual, cometidos pela polícia e pelos militares.

“Apesar de nosso comprometimento firme e nossas precauções... para proteger os direitos humanos, em alguns casos os protocolos não foram respeitados, houve uso de força excessiva e abusos e crimes foram cometidos”, disse Piñera em um pronunciamento na televisão na noite de domingo.

“Não haverá impunidade”, acrescentou.

Protestos abalam Santiago há um mês, a maior crise a atingir a nação sul-americana desde sua volta à democracia em 1990. As semanas de tumultos prejudicaram a economia, desencadeando projeções de crescimento e desemprego cada vez mais sombrias.

O governo Piñera prometeu uma série de reformas para atender às exigências dos manifestantes, do aumento do salário mínimo a uma reformulação das pensões.

Na sexta-feira, parlamentares chilenos também anunciaram um pacto para a realização de um referendo sobre s substituição da Constituição dos tempos da ditadura em abril -- uma grande concessão aos manifestantes, que dizem que ela prejudica os pobres.

Piñera saudou o acordo no discurso feito no domingo à noite no palácio presidencial La Moneda.

“Agora nossos cidadãos terão a última palavra com respeito a uma nova Constituição, a primeira a ser redigida na democracia”, disse Piñera.

Os mercados financeiros comemoraram o anúncio de sexta-feira. A bolsa de valores do Chile reagiu, registrando seu maior ganho diário em 11 anos, e o peso disparou na paridade com o dólar depois de atingir baixas históricas alguns dias antes.

Por Dave Sherwood e Natalia Ramos

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