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Brazil

Dólar cai na semana, mas sustenta os R$5,60 sob receios fiscais

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em alta contra o real nesta sexta-feira, com a moeda norte-americana tomando fôlego na parte da tarde conforme operadores assumiram posições mais defensivas antes do fim de semana, em sessão mista para divisas de risco no exterior.

REUTERS/Ricardo Moraes

O dólar à vista subiu 0,60%, a 5,6282 reais. Na semana, a cotação recuou 0,24%. A moeda ganha 0,17% em outubro e dispara 40,25% em 2020.

Na B3, o dólar futuro avançava 0,46% nesta sexta, a 5,6205 reais, às 17h41.

O real teve o pior desempenho global nesta sessão, que careceu de direção comum para moedas pares da brasileira, como peso mexicano (+0,4%), lira turca (-0,4%), peso chileno (+0,4%) e peso colombiano (-0,15%).

Os mercados brasileiros de forma geral tiveram desempenho mais fraco que seus pares, com o Ibovespa em queda de 0,65% e os juros futuros na B3 <0#DIJ:> em disparada.

Analistas avaliam que o desconforto do lado fiscal mantém o humor dos agentes frágil, num momento em que o mercado continua temeroso sobre o risco de furo do teto de gastos em 2021.

O Ministério da Economia precisou divulgar nota de esclarecimento nesta sexta na qual afirmou que “não há movimento para reverter processo de contingenciamento e responsabilidade fiscal”, depois de reportagens nesta semana sobre brechas para contratação de mais de 50 mil servidores públicos em 2021.

Na semana que vem, investidores vão acompanhar a decisão de política monetária do Banco Central, com amplas expectativas de manutenção da taxa Selic na mínima recorde de 2% ao ano, em meio a algumas avaliações de que o juro baixo num contexto fiscal abalado tem pressionado a moeda e atrapalhado a rolagem da dívida pública.

“O maior sinal de um BC atrás da curva é dado como este de hoje: curva pré embutindo um belo prêmio de aumento de Selic já em 2021 ao mesmo tempo que é acompanhada de desvalorização da moeda”, comentou Vitor Péricles, economista e sócio-gestor da LAIC-HFM Gestão de Recursos.

O DI julho de 2021 --que embute expectativas para a Selic de hoje até o fim do primeiro semestre do ano que vem-- saltou quase 10 pontos-base, indicando apostas de que o BC precisará subir os juros até lá. Os vencimentos para janeiro 2022, janeiro 2023 e janeiro 2024 dispararam entre 20 pontos-base e 27 pontos-base apenas nesta sessão.

“Desde a última reunião (do Copom) as preocupações sobre o cenário fiscal cresceram, conforme vimos alguma falta de comprometimento com as contas públicas em tentativas de incluir um novo programa de transferência de renda sob o teto de gastos”, disse o JPMorgan em nota. “A incerteza fiscal deve tornar a política monetária mais cautelosa”, acrescentou o banco, que prevê manutenção em 2% da Selic e também do “forward guidance”.

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