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Brazil

Dólar vira e sobe ante real com piora externa; noticiário doméstico atrapalha

10 de setembro de 2015. REUTERS/Ricardo Moraes

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar passou a operar em alta contra o real nesta sexta-feira, depois de cair mais de 1% no começo do pregão, com a virada refletindo nova deterioração nos mercados externos em meio a um contexto de incertezas locais que alimentava demanda por proteção antes do fim de semana.

Por volta de 15h23 (de Brasília), o dólar à vista subia 0,38%, a 5,3390 reais na venda. Na máxima, alcançada há pouco, a cotação ganhou 0,57%, a 5,3501 reais. Na mínima, a moeda havia descido para 5,26 reais, queda de 1,13%.

Nesse ritmo, o dólar caminha para fechar a semana em alta de cerca de 0,6%.

A piora de sinal do câmbio seguia o movimento de moedas no exterior. Embora o real tenha um desempenho mais fraco que o de alguns de seus pares neste pregão, como peso mexicano e rand sul-africano, os gráficos de taxas de câmbio mostravam o dólar se fortalecendo ante várias moedas ao longo da tarde.

Wall Street seguia frágil, com ações de tecnologia ainda em baixa depois de um rali de meses. O preço dos títulos soberanos dos EUA com vencimento em dez anos --considerados o ativo mais seguro do mundo-- subia, com consequente queda nas taxas de retorno, indicação da procura do investidor por proteção.

No plano doméstico, operadores comentaram decisão do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), de que o presidente Jair Bolsonaro preste depoimento pessoalmente no âmbito do inquérito que aponta suposta interferência dele na Polícia Federal. O ministro negou pedido feito pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, para que o chefe do Executivo fosse interrogado por escrito, informou o STF nesta sexta-feira.

A percepção é que a discussão sobre a agenda de reformas pode ser prejudicada conforme o presidente segue às voltas com questões de fora do âmbito econômico.

Pela manhã, além do ambiente externo mais favorável, o dólar chegou a cair na esteira de comentário feito na véspera pelo presidente de que o valor da moeda norte-americana está alto e de que não vai interferir no mercado a fim de reduzir o preço do arroz, que subiu expressivamente, entre outros motivos, por alta nas exportações estimulada pelo câmbio mais depreciado.

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