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Biden está prestes a ganhar eleição nos EUA, à medida que vantagem sobre Trump cresce

WILMINGTON, Del./WASHINGTON (Reuters) - O candidato democrata Joe Biden parece prestes a vencer a eleição presidencial nos Estados Unidos neste sábado, com a contagem em Estados importantes pendendo para seu lado, enquanto o presidente Donald Trump não dá sinais de que cederá, apesar de suas chances serem cada vez menores.

O democrata Joe Biden. REUTERS/Kevin Lamarque

Com os norte-americanos cada vez mais ansiosos para um resultado quatro dias depois da eleição, que ocorreu na terça-feira, Biden tem a vantagem matemática majoritariamente a seu lado, com uma dianteira de 253 a 214 no Colégio Eleitoral que determina o vencedor, de acordo com a Edison Research.

Na sexta-feira, ele assumiu a liderança na Pensilvânia, cujos 20 votos o levariam a um resultado superior ao patamar de 270 votos para a vitória.

O vice-governador da Pensilvânia, John Fetterman, disse que os votos que ainda precisam ser contados em seu Estado provavelmente são a favor do ex-vice-presidente de 77 anos.

“A contagem está em andamento, mas não há boas notícias para a campanha presidencial em lugar nenhum, dentre os bolsões que ainda faltam”, ele disse à CNN neste sábado.

Trump, de 74 anos, tem adotado uma postura contestadora, à medida que suas chances de garantir um segundo mandato diminuem. Ele fez alegações infundadas de fraude eleitoral diversas vezes, enquanto sua campanha entra com recursos judiciais que especialistas não acreditam serem capazes de alterar o resultado da eleição.

O presidente republicano continuou suas alegações infundadas na manhã de sábado, afirmando no Twitter que dezenas de milhares de votos foram recebidos ilegalmente às 20h no dia da eleição, “mudando total e facilmente os resultados na Pensilvânia e certamente em outros Estados com uma decisão apertada.”

Assim como ocorreu em outros posts do presidente durante a eleição, o Twitter indicou que o tuíte continha informações controversas e enganosas.

Os norte-americanos estão esperando mais do que em qualquer outra eleição desde 2000 para conhecer o vencedor, com a votação atrasada devido a um número recorde de votos enviados pelo correio. A pandemia de Covid-19 levou muitas pessoas a evitar a votação presencial na terça-feira.

Em um discurso na noite de sexta-feira, Biden previu que venceria, mas não declarou vitória. As redes de televisão têm evitado projetar um vencedor porque os votos ainda estão sendo contados e as margens estão apertadas nos quatro Estados que vão determinar o resultado.

“Os números nos dizem... É uma história clara e convincente: vamos vencer esta eleição”, disse Biden em seu Estado natal, Delaware, dizendo que ele e sua parceira de chapa, Kamala Harris, já estão se reunindo com especialistas à medida que se preparam para começar a governar em 20 de janeiro.

Nas primeiras horas do sábado, a pequena vantagem de Biden se ampliou na Georgia, um Estado tipicamente republicano, colocando-o na frente por 7.248 votos, com a contagem 99% completa. É provável que haja recontagem no estado devido à margem apertada.

Na Pensilvânia, Biden liderava por 28.833 votos, com 96% das urnas apuradas, e em Nevada ele lidera por 22.657, com 93% da apuração finalizada.

No Arizona, a liderança de Biden diminuiu para 20.573 votos, com 97% da contagem concluída. A campanha de Trump tem se mantido otimista que o Arizona vai acabar na contagem do presidente.

Com a apuração de milhares de votos ainda pendente, não está claro quando a disputa chegará ao fim, mas novas atualizações estão previstas para este sábado.

(Por Trevor Hunicutt em Wilmington, Del., e Andy Sullivan e Makini Brice em Washington; reportagem adicional por Jarrett Renshaw na Filadélfia e Aram Roston, Steve Holland, Jeff Mason, Richard Cowan, John Whitesides, Simon Lewis e Daphne Psaledakis em Washington)

Tradução Redação São Paulo 55 11 56447751REUTERS RS

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