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Melania Trump mostra solidariedade a vítimas de coronavírus e sofrimento racial em convenção republicana

Primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump 25/08/2020 REUTERS/Kevin Lamarque

WASHINGTON (Reuters) - A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, expressou solidariedade às vítimas da pandemia de coronavírus e o desejo de um entendimento racial em um discurso na convenção republicana, na noite de terça-feira, que visou diretamente o eleitorado feminino que abandonou o presidente Donald Trump.

O tom caloroso do discurso feito no segundo dia da convenção destoou da retórica agressiva direcionada por políticos republicanos ao desafiante democrata de Trump, Joe Biden, e dos alertas às vezes apocalípticos a respeito dos perigos de uma eventual vitória democrata.

A esposa de Trump reconheceu o sofrimento causado pela pandemia, um contraste marcante com a maioria dos oradores da convenção nacional do partido, sobretudo seu marido, que tem sido atacado pelos democratas por sua falta de empatia durante uma crise de saúde que já matou mais de 178 mil pessoas nos EUA.

“Quero reconhecer o fato de que, desde março, nossas vidas mudaram drasticamente”, disse Melania a uma plateia sentada no Jardim Rosado da Casa Branca, com o presidente na primeira fila. “Minha solidariedade mais profunda vai para todos que perderam um ente querido”.

Como as pesquisas de opinião mostram Trump perdendo apoio entre mulheres com formação universitária que repudiam seu estilo combativo, Melania e outras mulheres que participaram do evento pareceram tentar influenciar esta parcela essencial do eleitorado antes da eleição presidencial de 3 de novembro.

A primeira-dama refletiu sobre os tumultos raciais que varrem o país há meses desde a morte de George Floyd, um negro de Minnesota que morreu sufocado depois que um policial branco se ajoelhou sobre seu pescoço. Novos protestos ocorreram nesta semana depois que um homem negro foi baleado pela polícia de Wisconsin e ficou paralisado.

“Exorto as pessoas a se unirem de uma maneira respeitosa para que possamos trabalhar e estar à altura de nossos ideias americanos tradicionais”, disse ela. “Também peço às pessoas que parem com a violência e os saques sendo feitos em nome da justiça e nunca façam suposições com base na cor da pele de uma pessoa”.

O discurso de Melania, cuja fala na convenção de 2016 foi ofuscada por acusações de ter plagiado linhas de um discurso de 2008 de Michelle Obama, encerrou um dia no qual os republicanos tentaram reformular a narrativa sobre a economia praticamente ignorando os milhões de empregos destruídos pela pandemia de coronavírus.

Trump, de 74 anos, se sai bem em pesquisas de opinião no tema economia, ainda que a aprovação da maneira como ele lida com a pandemia e outras questões tenha despencado.

Reportagem adicional de Trevor Hunnicutt, Jason Lange, Doina Chiacu e Joseph Ax

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