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Biden amplia vantagem na Geórgia e na Pensilvânia e se aproxima da Casa Branca

WASHINGTON (Reuters) - O democrata Joe Biden ampliou suas vantagens pequenas sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nos Estados cruciais da Pensilvânia e da Geórgia nesta sexta-feira, deixando-o perto de conquistar a Casa Branca três dias após o fechamento das urnas.

Placa da campanha de Joe Biden à Presidência dos EUA em Wilmington, no Estado norte-americano de Delaware 06/11/2020 REUTERS/Kevin Lamarque

Biden tem uma dianteira de 253 a 214 votos no Colégio Eleitoral, que determina o vencedor, de acordo com a Edison Research. Obter os 20 votos da Pensilvânia daria ao ex-vice-presidente mais do que os 270 de que necessita para conquistar a Presidência.

Biden também vencerá se prevalecer em dois dos três outros Estados-chave onde tem uma dianteira apertada: Geórgia, Arizona e Nevada. Como a Pensilvânia, eles ainda estavam processando cédulas nesta sexta-feira.

Com Biden se aproximando da vitória, ele deve fazer um pronunciamento à nação na noite desta sexta-feira, de acordo com uma pessoa familiarizada com os planos do democrata. As declarações podem ser um discurso de vitória. Um assessor de Biden disse que ele pode ser declarado o vencedor em algumas horas.

Tanto na Pensilvânia quanto na Geórgia, Biden superou Trump graças aos votos enviados pelo correio em bastiões democratas urbanos, como Filadélfia e Atlanta.

Como suas chances de reeleição estão minguando, Trump intensificou seus ataques infundados aos resultados, e se pronunciou na Casa Branca na noite de quinta-feira para alegar falsamente que a eleição estava sendo “roubada” dele.

Vendo Biden se aproximar da vitória, centenas de democratas se reuniram diante no centro da Filadélfia, perto do local onde os votos estão sendo apurados, com camisetas amarelas com os dizeres “Contem Cada Voto”. Em Detroit, no Estado de Michigan, uma multidão de apoiadores do Trump, alguns armados, protestaram diante do local de contagem, acenando com bandeiras e bradando “Lutem!”

A equipe de Trump está apresentando ações jurídicas em Estados-chave, mas especialistas legais disseram que dificilmente elas conseguirão alterar o desfecho da eleição.

O advogado-chefe da equipe de campanha de Trump, Matt Morgan, afirmou em um comunicado nesta sexta-feira que as eleições na Geórgia, Nevada e Pensilvânia tiveram irregularidades e que Trump acabará prevalecendo no Arizona.

“Esta eleição não acabou. Biden está contando com estes Estados para sua reivindicação falsa à Casa Branca, mas assim que a eleição estiver finalizada, o presidente Trump será reeleito.”

Ele ainda disse que a campanha pretende pedir uma recontagem na Geórgia, como disse que fará no Wisconsin, onde Biden venceu por mais de 20 mil votos, uma margem tão ampla que jamais foi revertida por uma recontagem, disse a Edison Research.

Autoridades eleitorais de toda a nação disseram não estar cientes de qualquer irregularidade significativa. O secretário de Estado da Geórgia disse nesta sexta-feira que antevê uma recontagem de votos devido à vantagem pequena que Biden tem sobre Trump.

Na quinta-feira, Biden expressou confiança em uma vitória e pediu paciência durante a contagem de votos. Em reação à ideia de que Trump pode não reconhecer a derrota, o porta-voz do democrata, Andrew Bates, disse em um comunicado emitido nesta sexta-feira: “O governo dos Estados Unidos é perfeitamente capaz de escoltar intrusos para fora da Casa Branca”.

Reportagem adicional de Daphne Psaledakis e Jarrett Renshaw

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