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Fauci não está aconselhando Biden, não vê motivo para deixar governo Trump agora

CHICAGO (Reuters) - Maior especialista em doenças infecciosas dos Estados Unidos, o doutor Anthony Fauci disse que não teve contato com a equipe de transição do presidente eleito, Joe Biden, e que não vê motivo para deixar seu posto atual e se unir a ela quando há tanto a se fazer agora para enfrentar a pandemia crescente.

Anthony Fauci durante audiência no Senado dos EUA 30/06/2020 Al Drago/Pool via REUTERS

“Fico na minha faixa. Não sou político. Faço coisas de saúde pública”, disse ele em uma entrevista antes da conferência Reuters Total Health na semana que vem.

Desde janeiro, Fauci atua na Força-Tarefa Anti-Coronavírus do presidente Donald Trump, uma posição que o colocou em choque muitas vezes com seu chefe, que tenta minimizar a pandemia e se concentrar na reativação da economia.

“Não existe absolutamente nenhum motivo e nenhum sentido para eu parar de fazer algo no meio de uma pandemia que está desempenhando um grande papel para nos ajudar a sair da pandemia”, disse Fauci.

Seu conselho ao presidente eleito, disse, é “exatamente o mesmo” que está recomendando agora: praticar o distanciamento social, evitar multidões, usar máscaras, lavar as mãos. “Princípios de saúde pública não mudam de um mês para outro ou de um governo para outro”.

Fauci já serviu seis governos e se destacou combatendo a epidemia de Aids nos anos 1980 na gestão do presidente Ronald Reagan.

Seu “trabalho cotidiano” é desenvolver vacinas e terapias como diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA, um trabalho que começa a dar frutos.

Na segunda-feira, a Pfizer e sua parceira alemã BioNTech disseram que sua vacina experimental contra Covid-19 é mais de 90% eficaz --consideravelmente mais do que a maioria dos especialistas havia previsto.

A Moderna, empresa que desenvolve uma vacina semelhante com apoio da Operação Warp Speed da Casa Branca, deve relatar resultados de seu teste de estágio avançado na próxima semana.

“Foi um trunfo para o produto da Pfizer, mais de 90% --perto de 95%-- de eficácia. Tenho todos os motivos para acreditar que o produto da Moderna será semelhante”, disse Fauci.

Apesar do nível alto estabelecido pela vacina da Pfizer até agora, Fauci disse crer que ainda há “muito espaço para diversas vacinas, embora possa haver um grau modesto de diferença na eficácia total”.

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