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Obama dirá que Trump falhou e chamará Biden de "irmão"; Harris obterá aprovação de democratas

WASHINGTON (Reuters) - A senadora norte-americana Kamala Harris vai desempenhar suas habilidades como promotora em discurso contra o presidente Donald Trump, nesta quarta-feira, na Convenção Nacional Democrata, como companheira de chapa do candidato presidencial Joe Biden.

Barack Obama e Joe Biden 05/01/2016 REUTERS/Carlos Barria

O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama também vai discursar, afirmando à convenção que os fracassos de Trump como seu sucessor levaram a 170.000 mortes por coronavírus no país, além de milhões de empregos perdidos e a reputação dos EUA muito diminuída no mundo, de acordo com trechos do discurso divulgados pelos organizadores.

Ex-promotora da Califórnia, Harris fará história como a primeira mulher negra e asiática-americana em uma importante chapa presidencial dos EUA. Ao falar no terceiro dia de uma convenção de quatro dias, ela aceitará a indicação do partido para vice-presidente na eleição de 3 de novembro contra Trump.

Espera-se que Harris pressione agressivamente contra a reeleição de Trump, provavelmente falando diretamente a milhões de mulheres, jovens e eleitores negros -- parcelas do eleitorado que os democratas precisam conquistar para Biden derrotar o republicano Trump.

Ela ganhou destaque no Senado por seus interrogatórios exigentes de indicados de Trump, como o juiz da Suprema Corte Brett Kavanaugh e o secretário de Justiça, Bill Barr.

Os procedimentos da convenção, que ocorrer em grande parte de forma virtual devido ao coronavírus, começam às 22h (horário de Brasília).

Em trechos disponibilizados com antecedência, Obama, que teve Biden como vice-presidente de 2009-2017, afirma que esperava que Trump levasse o cargo a sério, sentisse o peso da posição e revelasse uma reverência pela democracia norte-americana.

“Donald Trump não cresceu no cargo porque não consegue. E as consequências desse fracasso são graves. 170.000 americanos mortos. Milhões de empregos perdidos. Nossos piores ímpetos foram desencadeados, nossa orgulhosa reputação em todo o mundo caiu drasticamente e nossas instituições democráticas estão ameaçadas como nunca antes”, afirmará Obama.

Obama, que continua muito popular entre os eleitores democratas, também usará seu discurso para oferecer apoio pessoal a Biden.

“Doze anos atrás, quando comecei minha busca por um vice-presidente, não sabia que acabaria encontrando um irmão”, deve dizer. “Joe e eu viemos de lugares diferentes e de gerações diferentes. Mas o que rapidamente passei a admirar nele é sua resiliência, nascida de muita luta; sua empatia, nascida de muita dor.”

Ao falar em um evento virtual para arrecadação de fundos na quarta-feira com autoridades eleitas da Pensilvânia, Biden repetiu seus apelos para unificar o país.

“Este momento exige que envolvamos todos que conhecemos, lembremos quem somos como nação, para reconstruir um futuro melhor. Isso é o que os Estados Unidos sempre fazem em uma crise”, disse Biden.

O coronavírus complicou a vida de todos, e muitos norte-americanos devem votar pelos correios para evitar multidões nas urnas. Trump tem atacado repetidamente e sem mostrar evidências a votação pelo correio, afirmando ser suscetível à fraude, embora o voto pelo correio não seja novidade na vida política dos EUA.

Reportagem adicional de Trevor Hunnicutt e Simon Lewis

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