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Em carta, policiais de Mineápolis criticam ex-policial por morte de George Floyd

(Reuters) - Mais de uma dúzia de policiais de Mineápolis fizeram duras críticas na quinta-feira ao ex-policial acusado de matar George Floyd e disseram estar preparados para adotar “mudanças, reformas e reconstruções”.

Os 14 policiais escreveram uma carta publicada no site do jornal Minneapolis Star-Tribune depois de semanas de protestos pela morte de Floyd, de 46 anos, que teve o pescoço pressionado pelo joelho do ex-policial de Mineápolis Derek Chauvin, e de uma votação dos líderes da cidade para dissolver o departamento de polícia.

“Condenamos totalmente Derek Chauvin”, disseram os policiais na carta. “Como nós, Derek Chauvin fez um juramento de manter a inviolabilidade da vida mais preciosa. Derek Chauvin falhou como humano e tirou a dignidade e a vida de George Floyd. Isso não é o que somos.”

Chauvin, de 44 anos, foi preso em 29 de maio, quatro dias após a morte de Floyd. Ele se declarou inocente das acusações de assassinato em segundo grau e homicídio culposo. Três outros ex-policiais de Mineápolis foram acusados de apoio no caso.

Os policiais que assinaram a carta disseram que mantêm suas posições no departamento de polícia de Mineápolis, que, segundo a mídia local, possui cerca de 890 policiais. Eles se descreveram “não como sindicato ou administração”, mas expressaram apoio ao chefe Medaria Arradondo.

Arradondo enfrentou pedidos de demissão após a morte de Floyd. O prefeito Jacob Frey se opôs à votação de nove membros do conselho da cidade para começar a dissolver o departamento.

“Estamos prontos para ouvir e abraçar pedidos de mudanças, reformas e reconstruções”, escreveram os 14 policiais. “Estamos avançando com vocês. Queremos trabalhar com vocês e recuperar sua confiança.”

Reportagem de Dan Whitcomb

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