for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up
Brazil

Europa "precisa aguentar firme" diante de Covid-19 conforme euforia com vacina diminui

PARIS/BERLIM (Reuters) - Autoridades europeias pediram nesta quinta-feira que se evite baixar a guarda diante da Covid-19 e disseram que as medidas para controlar uma disparada de infecções precisam ser mantidas agora que o inverno se aproxima, apesar da esperança de que novas vacinas possam controlar a pandemia.

Utilizando equipamentos de proteção individual (EPI), profissionais são vistos ao lado de uma ambulância do lado de fora do hospital de Cotugno enquanto a batalha contra a doença do coronavírus (COVID-19) se intensifica, em Nápoles, Itália. 09/11/2020. REUTERS/Ciro De Luca.

O anúncio feito pela Pfizer Inc nesta semana sobre uma vacina potencialmente eficiente criou a expectativa de que o fim de meses de crise esteja à vista, fazendo os mercados financeiros decolarem e estimulando o anseio por um Natal quase normal.

Mas autoridades de saúde e líderes de toda a região exortaram as pessoas a continuarem obedecendo os lockdowns, já que ficou claro que as vacinas não chegarão cedo o suficiente para muitas vítimas da Covid-19 e para economias em recessão.

“Seria irresponsável suavizar o lockdown agora”, disse o primeiro-ministro francês, Jean Castex, em uma coletiva de imprensa. Ele alertou que, apesar dos sinais de uma desaceleração nas infecções, os avanços são frágeis. A França tem o maior número de casos da Europa.

A Pfizer e sua parceira alemã BioNTech só conseguirão produzir vacinas suficientes para tratar 25 milhões de pessoas neste ano, isso se ela for aprovada --nem perto do suficiente para amenizar a pressão do inverno nos sistemas de saúde.

Na Itália, que relatou 623 mortes na quarta-feira e ultrapassou um milhão de casos, e na Alemanha, que também viu as infecções voltarem a atingir níveis testemunhados no início da crise, autoridades disseram que qualquer volta à normalidade exigirá tempo.

“Realmente precisamos aguentar firme por mais um par de meses”, disse Lothar Wieler, chefe do Instituto de Doenças Infecciosas Robert Koch alemão.

A situação dura enfrentada pela Itália, país no cerne da primeira onda da pandemia, foi ressaltada por um vídeo publicado em redes sociais que mostra um cadáver estendido no vaso sanitário de um hospital --aparentemente, o paciente morreu enquanto esperava por um exame.

Depois de obterem algum controle sobre a pandemia com lockdowns generalizados há alguns meses, governos de toda a região impuseram novas restrições para tentarem conter uma nova leva de infecções, mas ainda não viram melhoras na escala necessária.

Depois que a euforia que se seguiu ao anúncio da Pfizer arrefeceu, as ações europeia recuaram de suas altas de oito meses, e dados econômicos ruins do Reino Unido aumentaram as dúvidas sobre a recuperação da queda brutal causada pelos primeiros lockdowns.

Nuestros Estándares: Los principios Thomson Reuters.

for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up