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Reino Unido vê internações por coronavírus dobrarem a cada 8 dias e pode entrar em nova quarentena

LONDRES (Reuters) - O ministro da Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, disse nesta sexta-feira que o novo coronavírus está em aceleração em todo o país, com as internações por Covid-19 dobrando a cada oito dias, mas não quis dizer se outra quarentena nacional será imposta no mês que vem.

Fila de pessoas para realização de testes de Covid-19 em Southend-on-sea, no Reino Unido 17/09/2020 REUTERS/John Sibley

O Reino Unido relatou o quinto maior número de mortes de Covid-19 do mundo, vindo atrás de Estados Unidos, Brasil, Índia e México, de acordo com dados coletados pela Universidade Johns Hopkins.

Indagado reiteradamente pelo canal Sky News sobre a perspectiva de uma segunda quarentena nacional em outubro, o ministro disse se tratar de uma medida de último caso, mas que o governo fará o que for necessário para combater o vírus.

“O número de pessoas no hospital está dobrando a cada oito dias, mais ou menos... faremos o que for preciso para manter as pessoas seguras”, disse Hancock. “Estamos sempre analisando estas coisas”.

Questionado sobre uma segunda quarentena, ele respondeu: “Não posso dar esta resposta agora”.

Os casos de Covid-19 começaram a subir novamente no país em setembro, e na semana passada entre 3 mil e 4 mil exames positivos foram registrados diariamente -- mas a cifra ainda está distante daquela da França, que está testemunhando mais de 10 mil casos novos por dia atualmente.

Na quinta-feira, o Reino Unido registrou 21 mortes pela doença, o que eleva o total para 41.705 pelo método de contagem do governo.

Mais de 10 milhões de habitantes do Reino Unido já estão em quarentenas locais, e o jornal London Evening Standard disse que cifras a serem divulgadas nesta sexta-feira mostrarão um aumento acentuado de casos de Covid em Londres, o que cria o risco de restrições à socialização na capital nas próximas duas semanas.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, foi criticado por políticos de oposição por sua reação inicial ao surto, e o governo teve dificuldade para garantir exames suficientes nas últimas semanas.

((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))

REUTERS PF

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