July 13, 2020 / 12:03 PM / a month ago

China troca sanções com EUA devido a conflito sobre muçulmanos uigures

PEQUIM (Reuters) - A China anunciou “sanções correspondentes” contra os Estados Unido nesta segunda-feira depois que Washington penalizou autoridades chinesas de alto escalão por causa do tratamento dado à minoria de muçulmanos uigures em Xinjiang, região do oeste chinês.

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China Hua Chunying durante entrevista coletiva em Pequim 06/01/2016 REUTERS/Jason Lee

A medida de Pequim chega no momento em que a relação entre as duas maiores potências econômicas do mundo está tensionada por desentendimentos em questões como a pandemia de coronavírus, o comércio, a Huawei e uma lei de segurança nacional abrangente imposta a Hong Kong.

As sanções visaram os senadores Ted Cruz e Marco Rubio, o deputado Chris Smith, o embaixador para a Liberdade Religiosa Internacional, Sam Brownback, e a Comissão Congressual-Executiva dos EUA para a China.

Rubio e Cruz defenderam leis que puniriam as ações da China em Xinjiang. Smith também tem sido um crítico explícito da China a respeito de temas que vão de Xinjiang a Hong Kong e o coronavírus.

Os três são membros do Partido Republicano do presidente Donald Trump.

“As ações dos EUA interferem seriamente nos assuntos internos da China, violam seriamente as normas básicas das relações internacionais e prejudicam seriamente as relação sino-americanas”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying, aos repórteres.

“A China adotará reações adicionais com base na maneira como a situação transcorrer”, acrescentou ela, sem dar detalhes.

Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) e ativistas dizem que ao menos 1 milhão de uigures étnicos e outros muçulmanos estão sendo mantidos em centros de detenção de Xinjiang. A China descreve estes locais como centros de treinamento que ajudam a erradicar o terrorismo e o extremismo e ensinam novas habilidades às pessoas.

A Comissão Congressual-Executiva para a China monitora os direitos humanos e o desenvolvimento do Estado de Direito e entrega um relatório anual a Trump e ao Congresso.

As ações de Washington contra autoridades chinesas, inclusive o secretário do Partido Comunista de Xinjiang, envolvem o congelamento de ativos nos EUA e proibições de viagens aos EUA e de negócios com norte-americanos.

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