March 2, 2019 / 2:52 PM / 18 days ago

Presidente esloveno diz que muitos países da UE apoiariam adiamento do Brexit

LONDRES (Reuters) - O presidente da Eslovênia disse que seu país e muitos outros países da União Europeia estariam abertos a estender a data que a Grã-Bretanha deixará o bloco, uma possibilidade que a primeira-ministra britânica, Theresa May, levantou em meio a impasse no Parlamento.

Sob pressão dos ministros pró-UE, May prometeu nesta semana que os parlamentares votariam se deveriam ou não solicitar uma prorrogação para a data limite de 29 de março para permitir novas negociações caso o acordo revisado do Brexit seja rejeitado este mês. 

Questionado se a Eslovênia estaria aberta para adiar o Brexit por alguns meses, uma decisão que deve ser aprovada por todos os outros 27 países da UE, o presidente Borut Pahor disse: “Eu acho que a Eslovênia e muitos outros países vão dizer que sim. Ninguém quer ver um Brexit difícil de uma forma caótica.”

“Acho que a extensão do tempo seria uma opção”, disse Pahor, em visita à Grã-Bretanha, em entrevista à Sky News exibida neste sábado.

Michel Barnier, negociador-chefe da UE para o Brexit, disse na sexta-feira que qualquer prorrogação deve se destinar especificamente a resolver o impasse sobre o “backstop” irlandês, um mecanismo para evitar o retorno dos controles fronteiriços entre a Irlanda, que é membro da UE, e a Irlanda do Norte, governada pelos britânicos.

Temores de que o “backstop” possa manter a Grã-Bretanha ligada aos regulamentos da UE por anos após o Brexit são o principal ponto de discórdia para muitos parlamentares britânicos, fazendo com que o acordo de May fosse esmagadoramente rejeitado pelo Parlamento em janeiro.

“A pergunta que a UE27 vai fazer é: para que serve? A resposta não pode ser para que o Reino Unido adie um problema. Deve-se querer resolvê-lo”, disse Barnier em entrevista ao jornal Die Welt, da Alemanha, publicada neste sábado.

Pahor ecoou a opinião de que um adiamento não tornará um acordo mais fácil de ser encontrado e que precisava haver clareza e consenso entre os parlamentares britânicos.

“Não está claro no momento se o Reino Unido tem uma posição clara sobre algum tipo de acordo que solucione a questão”, disse ele. 

Por Michael Holden

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