November 30, 2018 / 4:51 PM / 14 days ago

Buenos Aires reforça segurança e afasta manifestantes para cúpula do G20

BUENOS AIRES (Reuters) - Milhares de manifestantes se reuniram em Buenos Aires nesta sexta-feira para protestar contra as políticas econômicas do G20 quando as maiores nações industrializadas do mundo iniciaram sua cúpula anual na capital da Argentina.

Protesto contra G20 em Buenos Aires 29/11/2018 REUTERS/Sergio Moraes

Mas é improvável que eles sequer cheguem perto dos líderes de Estados Unidos, Rússia, China e outras potências globais reunidas para uma reunião cuja pauta deve ser dominada pela guerra comercial entre Washington e Pequim.

    A polícia, a Guarda Costeira e patrulhas de fronteira isolaram uma área de 12 quilômetros quadrados ao redor do centro de convenções de Costa Salguero, a sede da cúpula. O tráfego de mercadorias no vizinho Rio da Prata foi interrompido devido ao evento.

    A passeata, organizada por uma coalizão de sindicatos trabalhistas e grupos de direitos humanos, aconteceria a cerca de 5 quilômetros do cenário da cúpula a partir das 15h locais.

    Buenos Aires praticamente parou. O transporte público foi suspenso e centenas de cruzamentos foram interditados ao controle de tráfego e à população. Um feriado bancário foi decretado nesta sexta-feira, e o governo de centro-direita sugeriu que as pessoas deixassem a cidade.

    Estas medidas tornaram difícil para os ativistas chegarem para a passeata.

    “O governo impôs termos proibitivos”, disse Beverly Keene, coordenadora da marcha e chefe do Jubileo Sur-Dialogo 2000, grupo que defende uma reformulação da dívida latino-americana.

    Os protestos são frequentes em reuniões globais desta dimensão, e grupos díspares de manifestantes muitas vezes encontram uma causa comum protestando contra o que veem como a negligência do mundo rico com os pobres e marginalizados.

    A polícia está em estado de alerta desde que um confronto em um estádio de futebol de Buenos Aires impediu a final da Copa Libertadores no dia 24 de novembro.

    O presidente argentino, Mauricio Macri, disse que o incidente, que despertou dúvidas sobre a eficiência das forças de segurança do país, foi “um constrangimento” e pediu mais rigidez na aplicação da lei.

    Dezembro é o mês em que normalmente os protestos a respeito da economia cronicamente problemática da Argentina se tornam violentos. Tendo em vista uma inflação de alarmantes 45 por cento e uma contração econômica, tumultos populares podem ser um fator adicional para preocupar os serviços de segurança.

    (Reportagem adicional de Gabriel Burin)

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