June 27, 2020 / 3:36 PM / 8 days ago

UE adia decisão sobre fronteiras; Brasil e EUA não devem ter permissão de entrada

BRUSSELS/CHICAGO (Reuters) - Os países da União Europeia não chegaram a acordo na sexta-feira para estabelecer uma “lista segura” final de países cujos moradores podem viajar para o bloco a partir de julho, sendo que Estados Unidos, Brasil e Rússia devem ficar de fora.

Embaixadores dos 27 membros da UE se reuniram na sexta-feira para definir critérios para concessão de acesso sem quarentena a partir da próxima quarta-feira.

Um texto com 10 a 20 países foi apresentado a eles, mas, segundo diplomatas, muitos disseram que precisavam consultar primeiro seus governos. A lista não inclui Estados Unidos, Brasil ou Rússia, afirmou um diplomata.

As discussões continuaram durante a noite, e a expectativa era de que os países da UE dessem respostas informais até a noite de sábado, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

Os passageiros dos EUA podem viajar se cumprirem determinadas condições, como verificações de temperatura, disseram duas autoridades dos EUA.

A Comissão Europeia havia aconselhado que o bloco primeiro suspendesse os controles nas fronteiras internas e depois abrisse aos estrangeiros de maneira gradual. No entanto, o primeiro passo não foi conforme o planejado.

A Grécia está exigindo testes de Covid-19 para chegadas de vários países da UE, incluindo França, Itália, Holanda e Espanha, com isolamento até que os resultados sejam conhecidos.

A República Tcheca disse que não permitirá a entrada de turistas de Portugal, Suécia e parte da Polônia.

Há um amplo consenso de que o bloco deve se abrir apenas àqueles com situação epidemiológica semelhante ou melhor, mas há questões sobre como avaliar o tratamento da epidemia por um país e a confiabilidade dos dados.

Com base nos registros do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças nas duas semanas até quinta-feira, vários países estão claramente em situação pior do que a União Europeia, incluindo Estados Unidos, México, Brasil e grande parte da América Latina, Rússia, África do Sul e Arábia Saudita.

Reportagem de Philip Blenkinsop em Bruxelas, Tracy Rucinski em Chicago e David Shepardson em Washington

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