January 13, 2020 / 11:40 AM / 6 months ago

Fernández estabelece prazo de 31 de março para renegociar dívida da Argentina e diz que tem apoio do FMI

BUENOS AIRES (Reuters) - O presidente argentino Alberto Fernández disse que estabeleceu o prazo de 31 de março para renegociar a dívida pública galopante da Argentina e que um Fundo Monetário Internacional mais “inovador” aprova a direção que seu governo está tomando.

Presidente da Argentina, Alberto Fernández 14/11/2019 REUTERS/Mariana Greif

A Argentina está conversando com os detentores de títulos e outros credores para reestruturar cerca de 100 bilhões de dólares em dívida, entre eles o FMI, a quem deve cerca de 44 bilhões de dólares.

“Acho que daqui até 31 de março nossa trajetória ficará muito clara”, afirmou Fernández em entrevista publicada no domingo pelo site de notícias online El Cohete A La Luna. “Esse é o teto que estabelecemos, porque há vencimentos significativos”.

Fernández, um peronista moderado de centro-esquerda, foi eleito em outubro com um mandato encarregado de pôr fim a dolorosos cortes fiscais implementados por seu antecessor, Mauricio Macri.

Os partidários de Fernández esperam mais gastos do Estado para ajudar as famílias que lutam em meio ao baixo crescimento, aumento da pobreza e inflação acima de 50%.

Depois de assumir a presidência há pouco mais de um mês, seu governo anunciou planos para aumentar os impostos sobre as exportações agrícolas, bem como esforços para obter receita com ativos estrangeiros e dólares de turismo argentino gastos no exterior.

As medidas trouxeram críticas da oposição, mas, segundo Fernández, conquistaram a aprovação do FMI.

“Tudo que foi proposto até agora foi visto como pontos de partida essenciais para ajustar a economia”, disse Fernández sobre as negociações iniciais do governo com a instituição financeira global.

Autoridades do FMI em Buenos Aires não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

Fernández disse que a nova diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, está buscando uma abordagem mais “inovadora” do que sua antecessora, Christine Lagarde.

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