September 2, 2019 / 6:33 PM / 15 days ago

ATUALIZA 1-Balança comercial brasileira tem maior superávit para agosto em dois anos, com queda de importações

(Texto atualizado com mais informações)

BRASÍLIA, 2 Set (Reuters) - A balança comercial brasileira registrou superávit de 3,284 bilhões de dólares em agosto, melhor saldo para o período desde 2017, informou o Ministério da Economia nesta segunda-feira, num mês em que as importações caíram mais que as exportações.

O dado veio em linha com expectativa de um saldo positivo de 3,2 bilhões de dólares, conforme pesquisa Reuters com analistas.

Em agosto, as exportações tiveram um recuo de 8,5% sobre igual mês do ano passado, pela média diária, a 18,853 bilhões de dólares.

Já as importações tiveram uma retração maior, de 13,3% na mesma base de comparação, a 15,569 bilhões de dólares.

No acumulado dos oito primeiros meses do ano, a balança comercial ficou positiva em 31,759 bilhões de dólares, retração de 12,9% sobre igual período do ano passado, também pelo critério da média diária.

Para o resultado consolidado do ano, a expectativa de analistas ouvidos pelo Banco Central na mais recente pesquisa Focus é de um saldo positivo de 52,35 bilhões de dólares nas trocas comerciais, abaixo do superávit de 58,03 bilhões de dólares de 2018.

DESTAQUES

Em agosto, as exportações foram afetadas pelo desempenho dos produtos manufaturados, cujas vendas caíram 25,8% sobre igual mês do ano passado.

De acordo com o Ministério da Economia, houve diminuição principalmente nas exportações de automóveis de passageiros (-47,7%, a 253 milhões de dólares), aviões (-23,6%, a 180 milhões de dólares) e motores para veículos e partes (-23,7%, a 166 milhões de dólares).

Em contrapartida, as exportações de semimanufaturados e de básicos subiram 14,4% e 2,5%, respectivamente, em agosto sobre um ano antes.

Já na ponta das importações, os resultados vieram negativos de maneira geral, com queda em agosto nas compras de bens de capital (-35%), combustíveis e lubrificantes (-34%), bens de consumo (-7%) e bens intermediários (-2%).

Em relação aos bens de capital, a retração foi puxada por menores importações de plataformas de perfuração/exploração. (Por Marcela Ayres; edição de Isabel Versiani)

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