April 24, 2020 / 1:13 PM / a month ago

Pró-Brasil é visto como bomba fiscal por equipe econômica e traição de Marinho, dizem fontes

RIO DE JANEIRO/BRASÍLIA (Reuters) - O plano Pró-Brasil para impulsionar a retomada do país com investimentos públicos após a crise do coronavírus foi visto como bomba fiscal pela equipe econômica e como uma traição do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, que antes de assumir a pasta era peça proeminente do time do ministro Paulo Guedes, disseram fontes do Ministério da Economia.

REUTERS/Adriano Machado

Após a mobilização necessária junto ao Senado para desarmar ajuda aos governadores que tinha sido aprovada na Câmara dos Deputados e considerada um cheque em branco, a avaliação da equipe econômica é que Marinho teria procurado ministros para colher sugestões de gastos para saída da crise.

“Então aparece o ‘Plano Marshall’ PAC do Marinho, disparando expectativas adversas de pauta bomba fiscal”, disse uma das fontes em condição de anonimato.

O Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) foi tocado em governos petistas para promoção de grandes obras de infraestrutura. Dentro da atual equipe econômica, ele é considerado um erro, já que empregou recursos públicos maciços, mas não alavancou a atividade econômica de maneira sustentável.

Guedes é um árduo defensor da indução do crescimento por investimentos privados e seus secretários têm vindo a público nesta semana para bater nessa tecla, reiterando a importância das reformas passada a fase aguda da crise com o coronavírus. [nL2N2CA263]

Uma segunda fonte pontuou que a investida de Marinho representou uma decepção para a equipe econômica porque, quando ainda secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, ele foi elogiado diversas vezes por Guedes pela aprovação da reforma previdenciária.

Sua ida para o Desenvolvimento Regional foi apoiada pelo ministro da Economia, que viu na mudança uma janela para aumentar o alinhamento econômico com outras pastas da Esplanada.

Agora, a percepção é que Marinho teria “girado a chave” com propósitos políticos, mirando beneficiar o Nordeste com a promoção de obras públicas, disse a segunda fonte. Marinho, que relatou a reforma trabalhista aprovada no governo do ex-presidente Michel Temer, tentou se reeleger sem sucesso deputado federal pelo PSDB no Rio Grande do Norte, em 2018.

Procurado, o Ministério do Desenvolvimento Regional informou, via assessoria de imprensa, que cada pasta está levando sua sugestão de obras para um grupo de trabalho que ainda vai fechar a proposta.

Segundo a Reuters apurou, o MDR tem um levantamento de obras que seriam retomadas a um custo de cerca de 180 bilhões de reais até 2024.

Nuestros Estándares:Los principios Thomson Reuters
0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below