March 4, 2020 / 1:03 PM / a month ago

Expansão de serviços no Brasil perde força em fevereiro com entrada menor de novos pedidos, aponta PMI

SÃO PAULO (Reuters) - O crescimento do setor de serviços do Brasil perdeu força em fevereiro, com um volume menor de novos pedidos, produção e empregos acompanhado de enfraquecimento do sentimento em relação aos negócios, mostrou nesta quarta-feira a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do IHS Markit.

Mulher faz compras em loja de roupas em Luís Eduardo Magalhães (BA) 12/09/2018 REUTERS/Ricardo Moraes

O PMI de serviços caiu a 50,4 em fevereiro, de 52,7 em janeiro. Assim, o dado ainda permaneceu acima da marca de 50, que separa crescimento de contração, porém atingiu o nível mais fraco na atual sequência de oito meses de expansão.

A pesquisa mostrou que as empresas que registraram crescimento citaram a conquista de novos clientes e vendas melhores. Por outro lado, as que tiveram contração relataram demanda mais fraca e condições desafiadoras de mercado.

O IHS Markit informou que o volume de novos pedidos de serviços cresceu a um ritmo mais lento, mas ainda assim sólido. Três das cinco principais áreas tiveram crescimento, com destaque para Finanças e Seguros. As exceções foram Transporte e Armazenamento e Informação e Comunicação.

“A desaceleração no setor de serviços foi resultado do enfraquecimento das condições de demanda, com as empresas registrando o aumento mais fraco em novos negócios em três meses”, avaliou a economista do IHS Markit Pollyanna De Lima.

“Dito isso, quando olhamos os dados vemos uma clara imcompatibilidade no desempenho”, completou.

Entretanto, houve quedas contínuas nos novos pedidos do exterior, embora a taxa de contração tenha se enfraquecido em relação a janeiro.

As empresas de serviços continuaram a contratar funcionários em fevereiro, chegando a sete meses seguidos de criação de vagas diante da demanda mais elevada e das projeções otimistas de crescimento. Entretanto, o aumento da folha salarial foi mais baixo do que em janeiro, com algumas empresas relatando tentativas de redução de custos.

Em relação aos custos, o fortalecimento do dólar aliado aos preços mais altos de alimentos, combustíveis e peças levou a um aumento das despesas operacionais, mas ainda assim a taxa de inflação atingiu uma mínima em três meses em fevereiro.

Ao mesmo tempo que algumas empresas repassaram os custos e elevaram seus preços, outras optaram por deixá-los inalterados como tentativa de se manterem competitivas. Assim, os preços médios cobrados aumentaram apenas ligeiramente no mês.

Ao longo dos próximos 12 meses, os fornecedores brasileiros de serviços preveem crescimento da atividade. Apesar de na mínima em quatro meses, o grau de otimismo segue alto para padrões históricos e sustentado por expectativas de melhores condições econômicas, novos projetos e aprovação de reformas públicas.

O desempenho mais fraco de serviços pressionou o setor privado brasileiro mesmo com a indússtria ganhando tração em fevereiro. Com isso, o PMI Composto caiu para 50,9, de 52,2 em janeiro, igualando o menor nível da atual sequência de oito meses de aumentos.

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