January 28, 2019 / 5:42 PM / 6 months ago

Rompimento de barragem deixa índios com pouca oferta de água potável, diz Funai

Indígenas da tribo Pataxo Ha-ha-hae observam rio Paraopeba em São Joaquim de Bicas 25/01/2019 REUTERS/FUNAI/Divulgação via Reuters

(Reuters) - O rompimento de uma barragem de mineração da Vale em Minas Gerais na semana passada deixou integrantes de uma aldeia indígena com acesso a uma oferta limitada de água potável, disse nesta segunda-feira a Fundação Nacional do Índio (Funai), que ressaltou ter enviado uma equipe para apoiar os indígenas.

Segundo a Funai, mais de 80 índios que vivem às margens do rio Paraopeba estão com “pequenas reservas de água” após o desastre na sexta-feira ter gerado um mar de lama e rejeitos de mineração que poluiu o manancial e destruiu instalações da própria Vale e comunidades locais.

Os índios são da aldeia Naõ Xohã, situada no município mineiro de São Joaquim de Bicas, disse a Funai.

“Eles estão em uma área segura em relação à posição do rio e até ontem (domingo) nos informaram que tinham pequenas reservas de água”, afirmou em nota o coordenador regional da Funai em Governador Valadares (MG), Jorge Luiz de Paula.

A Funai acrescentou que não houve feridos e disse que “disponibilizou um caminhão para arrecadar doações de água que serão levadas à aldeia nesta segunda-feira”.

A medida teria sido tomada, de acordo com a Funai, após pedido da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, e de voluntários.

O rompimento da barragem da mina de ferro de Feijão deixou 60 mortos e 292 desaparecidos, segundo a mais recente atualização de números de vítimas da tragédia, divulgada na manhã desta segunda-feira. [nL1N1ZS0BA]

De acordo com a Funai, o presidente da instituição, Franklimberg de Freitas, tem articulado para que as equipes que atuam no local do incidente em Minas Gerais apoiem as populações indígenas impactadas.

A nota da Funai, no entanto, afirma que já houve contato com a câmara técnica que lidera as ações na área, “mas o foco das doações e do atendimento médico ainda está nas vítimas do desastre”.

Por Luciano Costa, em São Paulo

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