June 7, 2019 / 4:01 PM / 9 days ago

Bolsonaro volta a falar em moeda única entre Brasil e Argentina, mas diz que não tem prazo

Os presidentes Jair Bolsonaro e da Argentina, Mauricio Macri, acenam ao serem fotografados na Casa Rosada 06/06/2019 REUTERS/Agustin Marcarian

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro reforçou nesta sexta-feira que Brasil e Argentina podem criar uma moeda única, mas frisou que não existe uma prazo para a implementação da ideia, que prevê no futuro a criação de uma união monetária para toda América do Sul.

Bolsonaro falou da possibilidade de criação dessa moeda na véspera, em visita à Argentina. Nesta sexta, o presidente chegou a dizer que a moeda única poderia servir como uma trava a ameaça de avanço de pensamentos e “aventuras socialistas” na região.

“Uma nova moeda é como um casamento... mas a gente mais ganha do que perde. Temos muito mais, como num casamento, a ganhar do que perder”, disse ele a jornalistas, após participar de uma cerimônia de formação de sargentos da Marinha, na zona norte do Rio de Janeiro.

“Acho que com a moeda única nós estamos dando uma trava nas aventuras socialistas que acontecem em alguns países na América do Sul”, acrescentou.

Segundo Bolsonaro, “essa proposta existe desde 2011 e o Paulo Guedes mostrou interesse assim como o governo da Argentina em voltar a estudar a questão”.

Em nota, o Banco Central informou nesta manhã que não há projetos nem estudos em andamento para uma união monetária entre Brasil e Argentina. [nL2N23E08A]

No Twitter, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou a ideia da possível nova moeda. “Será? Vai desvalorizar o real? O dólar valendo R$6,00? Inflação voltando? Espero que não.”

Bolsonaro evitou polemizar e preferiu minimizar as críticas. “Rodrigo Maia ou qualquer um que tenha criticado é um direito.”

Embora tenha destacado que sua visita à Argentina não tivesse motivação política, Bolsonaro reiterou que vê com preocupação a possibilidade da chapa da ex-presidente Cristina Kirchner ganhar as eleições presidenciais marcadas para outubro.

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier

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