November 26, 2019 / 2:01 PM / in 13 days

Planalto envia ao Senado nome de Forster para embaixada em Washington

Encontro de Bolsonaro e Trump na Casa Branca 19/03/2019 REUTERS/Kevin Lamarque

BRASÍLIA (Reuters) - O Palácio do Planalto enviou nesta terça-feira ao Senado a mensagem de indicação do diplomata Nestor Forster ao cargo de embaixador em Washington, depois de ter recebido na semana passada o agrèment do governo norte-americano ao nome indicado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Forster foi escolhido para o posto após a desistência do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, que assumiu a liderança do PSL na Câmara no mês passado em meio a uma crise interna que dividiu a legenda. Além disso, Eduardo não tinha garantias de que seu nome seria aprovado no Senado.

Hoje encarregado de negócios em Washington, Forster agora precisa passar por uma sabatina na Comissão de Relações Exteriores do Senado e ter seu nome aprovado no colegiado e em plenário, em votação secreta, mas o governo não espera resistência a seu nome.

Forster assumiu como encarregado da embaixada em abril, depois que o então embaixador Sérgio Amaral, indicado pelo então presidente Michel Temer, foi retirado do cargo por ordem de Bolsonaro.

Amigo do chanceler Ernesto Araújo, a quem apresentou o escritor Olavo de Carvalo, Forster tem uma carreira discreta no Itamaraty e nunca chefiou postos relevantes. Apesar de mais de 20 anos de carreira, foi promovido a ministro de primeira classe —o último estágio da carreira— apenas em junho deste ano, em preparação para assumir a embaixada em Washington.

Era ele o nome preferido de Araújo para o cargo, mas inicialmente foi preterido pela indicação do filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Com o recuo de Bolsonaro, que desistiu de enviar o filho como embaixador, Forster foi finalmente indicado.

Eduardo foi indicado em junho para o cargo, um dia depois de ter completado 35 anos, idade mínima para o posto. No entanto, a reação ao seu nome foi forte entre os senadores, que precisam sabatinar e aprovar os indicados para o cargo de embaixadores.

Até outubro Eduardo tentou viabilizar sua indicação na Comissão de Relações Exteriores. O Planalto aguardava uma contagem positiva de votos para enviar a mensagem oficial da indicação, mas o filho do presidente não conseguiu até o último momento a garantia de que teria seu nome aprovado.

No mês passado, com a crise que dividiu o PSL, Eduardo assumiu a liderança do partido na Câmara e desistiu da indicação para a embaixada.

Por Lisandra Paraguassu; Edição de Pedro Fonseca

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