February 13, 2019 / 11:55 AM / 4 months ago

Mourão diz que Previdência atual é "pirâmide financeira" e defende reforma para todos

BRASÍLIA (Reuters) - O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta quarta-feira que o atual sistema previdenciário é uma “pirâmide financeira” e defendeu a aprovação de uma reforma que afete a todos, para que o país consiga recuperar a sua capacidade de investimento.

Vice-presidente Hamilton Mourão em Brasília 28/11/2018 REUTERS/Adriano Machado

“Uma coisa tem que ficar bem clara para todos. Se o governo não encarar essa questão de frente, em 2022 ele não faz mais nada. Ele só vai pagar salário e aposentadoria, não vai ter recurso para custeio e para investimentos”, disse.

“A reforma deverá afetar a todos, pares e ímpares, ninguém deve ficar de fora, para que consigamos recuperar nossa capacidade de investimento”, completou ele em palestra no Seminário de Abertura do Ano da revista Voto, em parceria com o Financial Times.

O vice-presidente disse que a sociedade tem de entender que o atual sistema previdenciário, da forma como está, não passa de uma pirâmide financeira.

ALTA DE BOLSONARO

No seu discurso, Mourão destacou ter a “alegria e a satisfação” de dizer que nesta quarta-feira o presidente Jair Bolsonaro está retornando” no início da tarde e “em condições de dirigir com mão firme, com determinação, todas as tarefas que nós colocamos pela frente”.

O presidente passou no fim de janeiro pela terceira cirurgia para se recuperar de um atentado à faca por que passou ainda na campanha eleitoral.

Mourão afirmou que uma das tarefas é “deslanchar” a comunicação na questão da reforma da Previdência, por meio de uma campanha de convencimento.

O vice-presidente disse que, além do desafio fiscal, o governo tem que atuar na questão da segurança pública. Ele afirmou que o país está no limiar de ser capturado por “narcoquadrilhas”, que tiram o direito das pessoas de ir e vir.

Mourão destacou que Bolsonaro foi eleito para fazer política de uma forma diferente da que se fazia e também para acabar com o chamado “toma lá, dá cá” no relacionamento com o Congresso.

Reportagem de Ricardo Brito e Mateus Maia

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