February 20, 2019 / 12:46 PM / a month ago

Mudar o backstop irlandês é única forma de selar o Brexit, diz chanceler britânico

BERLIM (Reuters) - Fazer alterações no polêmico backstop irlandês é única forma de conseguir um acordo de separação do Reino Unido da União Europeia, disse o ministro das Relações Exteriores britânico, Jeremy Hunt, antes de a primeira-ministra, Theresa May, viajar a Bruxelas nesta quarta-feira para tentar salvar seu acordo de divórcio com o bloco.

Chanceler britânico, Jeremy Hunt, do lado de fora da residência oficial da primeira-ministra em Londres 04/02/2019 REUTERS/Toby Melville

O pomo da discórdia nas negociações do Brexit é o chamado backstop, uma apólice de seguro para evitar a volta de longas verificações na delicada fronteira entre a província britânica da Irlanda do Norte e a Irlanda, membro da UE.

Hunt pediu “uma mudança simples e importante” no backstop, “mas uma que garanta o futuro do acordo de paz da Sexta-Feira Santa de Belfast”, acrescentando: “Se pudermos fazer esta mudança, temos confiança de que conseguiremos aprovar este acordo”.

“Esta é realmente a única maneira de resolver a situação atual”, disse ele durante uma sessão de perguntas e respostas depois de discursar no Konrad Adenauer Stiftung em Berlim.

May volta a Bruxelas nesta quarta-feira na esperança de que o chefe da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, se mostre mais conciliador do que ultimamente para salvar seu acordo para o Brexit.

Hunt disse que a “coisa crítica” é que o procurador-geral britânico, Geoffrey Cox, precisa ser capaz de mudar seu conselho ao Parlamento, que “atualmente diz que é possível, senão provável, que o Reino Unido possa, pelos arranjos atuais do backstop, ficar preso à união alfandegária para sempre contra a sua vontade”.

“Esta é a questão com a qual os parlamentares têm dificuldade”, disse.

Pedindo uma “liderança generosa e perspicaz”, Hunt disse: “Devemos fazer tudo que pudermos para que se chegue a um acordo”.

O chanceler disse que “uma saída suave e ordeira é profundamente necessária”, mas que não vê muito sentido em prorrogar as negociações para além da saída planejada da UE no dia 29 de março.

“A questão de uma prorrogação é se isso realmente resolve algo”, disse. “A última coisa que as pessoas do Reino Unido e da Europa querem é uma paralisia do Brexit. Acho que as pessoas querem ir em frente”.

Por Michelle Martin e Madeline Chambers

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