August 13, 2019 / 11:36 AM / 5 days ago

Ativistas do clima jogam tinta vermelha em embaixada do Brasil em Londres

Ativistas do clima protestam na embaixada do Brasil em Londres 13/08/2019 REUTERS/Peter Nicholls

LONDRES (Reuters) - Ativistas do clima jogaram tinta vermelha na embaixada brasileira em Londres nesta terça-feira para protestar contra os danos à floresta amazônica e ao que chamaram de violência contra os povos indígenas que lá vivem.

A polícia prendeu seis ativistas do grupo Extinction Rebellion após se colarem às janelas da embaixada e subirem em uma superfície de vidro acima da entrada.

Marcas e mãos de tinta vermelha podiam ser vistos por toda a fachada, assim como slogans que diziam “Sangue indígena: nenhuma gota a mais” e “Pela floresta”.

O Extinction Rebellion, que tumultuou a região central de Londres por diversas semanas neste ano, disse que o protesto visava desafiar o governo brasileiro por causa de “abusos de direitos humanos sancionados pelo Estado e ecocídio”.

O Brasil detém cerca de 60% da floresta amazônica, uma fortaleza contra o aquecimento global graças à vasta quantidade de dióxido de carbono que absorve e transforma em oxigênio.

O presidente Jair Bolsonaro, no cargo desde janeiro, é cético de longa data sobre as mudanças climáticas. Ele argumenta que a Amazônia pertence ao Brasil e deve ser explorada economicamente. Ele também critica a existência de terras protegidas.

Críticos dizem que sua retórica encorajou madeireiros, fazendeiros e garimpeiros informais, resultando em uma dramática aceleração do desmatamento e na violência contra os habitantes nativos da floresta tropical.

O Extinction Rebellion disse que o protesto foi organizado para coincidir com uma marcha de mulheres indígenas em Brasília nesta terça-feira e que ações semelhantes estavam ocorrendo nas embaixadas do Brasil no Chile, em Portugal, na França, na Suíça e na Espanha.

A embaixada brasileira em Londres informou que, em resposta aos atos do Extinction Rebellion, estava disposta a receber qualquer pessoa que deseje dialogar sobre as políticas públicas do país, mas que o direito de vandalizar patrimônios não existe em país algum.

Por Peter Nicholls e Estelle Shirbon

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