March 12, 2019 / 4:13 PM / 11 days ago

Venezuela dá prazo de 72 horas para diplomatas dos EUA deixarem país; culpa Trump por blecaute

CARACAS (Reuters) - A Venezuela ordenou nesta terça-feira que diplomatas norte-americanos deixem o país em até 72 horas, depois que o presidente Nicolás Maduro acusou o presidente norte-americano, Donald Trump, de promover uma “sabotagem” que levou o país petroleiro a sofrer o pior blecaute da sua história.

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro 11/03/2019 Palácio de Miraflores/Divulgação via REUTERS

O ministro das Relações Exteriores venezuelano, Jorge Arreaza, disse que os diplomatas norte-americanos em solo venezuelano devem partir dentro de três dias, depois que foram interrompidas as negociações para a manutenção de “seções de interesse” diplomáticas nos dois países.

“A presença no solo venezuelano desses funcionários representa um risco para a paz, a unidade e a estabilidade do país”, disse o governo da Venezuela em comunicado.

O Departamento de Estado dos EUA anunciou na segunda-feira que retirará sua equipe da Venezuela nesta semana, dizendo que sua presença se tornou “um constrangimento para EUA”.

Washington reconheceu o líder da oposição Juan Guaidó como presidente legítimo da Venezuela depois que o presidente do Congresso, de 35 anos, declarou ser presidente provisório, em janeiro, afirmando que a reeleição de Maduro em 2018 foi uma fraude. A maioria dos países da Europa e da América Latina seguiu o exemplo.

Maduro, que detém o controle das instituições militares e outras instituições do Estado, bem como o apoio da Rússia e da China, denunciou Guaidó como um fantoche dos Estados Unidos.

Com o blecaute na Venezuela em seu sexto dia, os hospitais se esforçaram para manter os equipamentos funcionando, enquanto alimentos apodrecem no calor tropical e as exportações do principal terminal de petróleo do país foram fechadas.

Julio Castro, da organização não governamental Médicos pela Saúde, disse no Twitter na noite de segunda-feira que 24 pessoas morreram em hospitais públicos desde o início do apagão.

O Congresso da Venezuela, controlado pela oposição, declarou um simbólico “estado de alarme” na segunda-feira.

A energia foi religada para muitas partes do país nesta terça-feira, incluindo algumas áreas que não tinham eletricidade desde a última quinta-feira, de acordo com testemunhas e mídias sociais.

Mas a eletricidade ainda era parcial em partes da capital Caracas e na região oeste, perto da fronteira com a Colômbia.

Maduro culpou Washington por organizar o que ele disse ser um sofisticado ataque cibernético contra as operações de energia hidrelétrica da Venezuela.

“Donald Trump é o maior responsável pelo ataque cibernético ao sistema elétrico venezuelano”, disse Maduro em uma transmissão feita do palácio presidencial de Miraflores, na noite de segunda-feira.

“Esta é uma tecnologia que só o governo dos Estados Unidos possui.”

Nuestros Estándares:Los principios Thomson Reuters
0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below